
Com a disseminação da Covid-19 ao redor do mundo, diversas empresas passaram a adotar massivamente o home-office para proteger os seus funcionários. No entanto, muitos não estavam prontos para levar seus negócios para a internet.
A consequência dessa falta de investimento e de conhecimento nas operações online pode ser explicada pelo aumento no número de ataques cibernéticos a empresas privadas, que triplicou durante a pandemia do novo coronavírus. O crescimento das operações digitais, como comércio eletrônico e transações bancárias pela internet evidenciou a vulnerabilidade das empresas.
Tais dados foram levantados através do estudo “How Covid-19 is impacting future investment in security and privacy”, elaborado pela EY (Ernst & Young).
Ao todo, foram ouvidas mais de 130 companhias dos cinco continentes, em países como Estados Unidos, Brasil, África do Sul, Suíça, índia, Dinamarca entre outros.
A estimativa feita pela pesquisa é que os ataques ilícitos em sistemas tecnológicos corporativos cresceram em cerca de 300% em relação aos meses pré-pandemia.
Quais são os impactos dos ataques cibernéticos para as empresas?
De acordo com o levantamento da pesquisa, 8 entre 10 líderes consultados afirmam que as suas empresas sofreram algum impacto negativo em suas operações decorrente dos ataques cibernéticos, principalmente o phishing, que foi mencionado por 69% dos entrevistados, que consiste na tentativa de fraude para roubar dados como senhas de bancos, por exemplo.
O malware, ataque que consiste no roubo de dados e danificação de dispositivos, também foi citado por 54% dos entrevistados, assim como ataques de negação de serviço (59%).
Para Demétrio Carrion, sócio líder de cibersegurança da EY para o Brasil e América do Sul, explica que “Não há semana em que não temos notícias de um ataque cibernético de grandes proporções. Empresas nacionais e multinacionais de grande porte sofrem interrupções em suas operações”
Além disso, Carrion também afirma que alguns fatores contribuíram para o aumento significativo dos ataques cibernéticos desde o começo da pandemia: “Em questão de semanas, as empresas tiveram de virar a chave e todos foram para casa, onde as redes são mais suscetíveis a falhas e instabilidade”.
Outro fator preocupante também diz respeito às habilidades dos hackers para cometerem crimes, como sequestro de dados das empresas, em que os criminosos exigem dinheiro (geralmente bitcoins) para devolverem as informações para os donos. Em alguns casos, o pedido de resgate chega a casa de milhões de dólares, e muitas vezes acabam sendo pagos, pois as corporações ficam reféns dos criminosos virtuais.
“O que é mais fácil: assaltar um banco ou fazer um ataque sem sair de casa, que é difícil de ser rastreado, com resgate pago em bitcoins, que também é difícil de rastrear?”, compara Carrion, que informa que o Brasil é um dos 10 países do mundo que mais sofrem tentativas de ataques cibernéticos, principalmente por causa do tamanho do parque tecnológico nacional. “O Brasil é muito atrativo para ataques porque é um país que utiliza muita tecnologia por bancos, grandes empresas etc”, explica Carrion.
Pós pandemia de covid-19
Uma das lições que certamente a covid-19 ensinou aos donos de negócios, foi justamente que a segurança da informação deverá se tornar prioridade em um mundo pós-pandemia.
O tema estará cada vez mais presente no dia a dia das organizações, de todos os tamanhos, chegando ao nível das diretorias executivas e dos conselhos, que deverão considerar todos os fatores que aumentam o risco de segurança cibernética.
De acordo com o estudo da EY, haverá uma mudança significativa nas estratégias de segurança, orçamentos, investimentos e prioridades. Cerca de 73% dos líderes entrevistados afirmaram que os orçamentos relativos à segurança cibernética sofrerão ajustes nos próximos seis meses.
Além disso, é esperado futuramente que os dirigentes tenham uma compreensão maior da importância da cibersegurança para a companhia, verificando as potenciais ameaças, grau de vulnerabilidade dos sistemas e os riscos financeiros, entre outros.
Carrion ressalta que “Cada vez mais, a tecnologia fará parte das empresas, permeando todos os setores. E os gestores têm de mostrar diligência e liderança nos processos de segurança digital”.
Fonte: Contábeis
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