
Antes da crise do novo coronavírus, muitos CIOs (Chief Information Officer) eram confrontados com um incômodo e sutil questionamento: “que valor a TI – Tecnologia da informação agrega ao negócio?”.
Esta era uma realidade decepcionante para os gestores de TI, pois tais questionamentos geralmente vinham dos líderes das áreas de negócios. Assim, os gestores de TI se sentiam como um “goleiro”, que só eram lembrados quando algum erro acontecia.
Esse tipo de situação perseguiam e atormentavam os profissionais de TI há décadas, e muitos não conseguiam responder determinada questão como gostariam. Porém, após o impacto da covid-19, que forçou um “novo normal”, muitas organizações passaram a desbravar territórios antes menosprezados, adotando assim estratégias mais eficientes, que viabilizassem seus serviços e garantisse a continuidade dos negócios.
Sem dúvidas, neste período de crise, a TI ganhou maior relevância.
A história vem nos ensinando que em uma crise, como a que estamos vivenciando, sempre traz uma nova oportunidade de pensamentos, assim como a necessidade de quebrar paradigmas. Dessa maneira, a necessidade de se adaptar e remodelar o negócio deu às empresas uma oportunidade de voltarem a enxergar a TI como um investimento, e não um custo.
O Brasil investe menos em TI do que a média mundial
Uma das maneiras que a área de TI pode ajudar na hora de mostrar o seu valor perante a empresa é o acesso à informação. Acesso aos dados que mostram o quanto realmente custa a TI e o que ela pode agregar ao negócio.
De acordo com estudo recente da TGT Consult, o Brasil gasta menos com TI do que comparado à média mundial.
Segundo levantamento de 2021, a média dos gastos anuais de grandes empresas (de diversos setores) com TI no Brasil é de 2,7% da receita, enquanto os gastos globais giram em torno de 3,7%.
Vale ainda destacar que, no que refere à eficiência, o custo anual de TI por usuário no Brasil fica em pouco mais de R$ 35 mil, enquanto o anual ultrapassa os R$ 98 mil.
A partir de tais dados, surge a reflexão para a maioria dos negócios: a TI realmente é cara?
Pelo lado do usuário, para conseguir responder determinada reflexão, é necessário mostrar o quanto isso agrega de valor ao negócio, sendo fundamental ter uma base de dados para comparação, isto é, um benchmarking com outras companhias com características semelhantes.
Assim, a área consegue demonstrar que os gastos com a TI da empresa estão ou não na média do mercado.
Porém, outra reflexão que também é válido pensar é: caso esteja gastando na média, proporcionalmente a mesma coisa que outras empresas, tanto para desenvolvimento quanto para manutenção, por que o resultado do investimento não era reconhecido como valor agregado ao negócio?
Problemas da TI antes da pandemia X Solução encontrada
Para responder a reflexão mencionada acima, foi necessário realizar uma outra análise, ainda mais cuidadosa das informações e entrevistas com os usuários finais, que levou a duas conclusões importantes:
Problemas
1) A área de TI simplesmente aceitava quase qualquer solicitação:
Antes da pandemia, qualquer demanda da TI, independente da relevância, era atendida. Pessoas ou departamentos podiam fazer solicitações da mais variada importância, mobilizando recursos preciosos.
Assim, todas as demandas da TI poderiam parecer importantes e absolutamente necessárias para quem as pedia. No entanto, nem sempre traziam resultados significativos para o negócio.
2) O “time to market” dos projetos era longo demais:
O tempo de elaboração e desenvolvimento dos projetos da TI antes da pandemia eram longos demais.
Realizando uma comparação, era como pedir pizzas perfeitas, mas que só eram entregues quando todo mundo já havia perdido a fome.
Solução
A solução que o setor de TI encontrou para estes dois problemas, dos quais derivavam diversos outros, surgiu com 2 iniciativas:
1) O processo de gestão de demandas foi reestruturado, ganhando etapas de qualificação, de responsabilidade da própria área usuária solicitante, com maior envolvimento de decisores, desde a concepção da ideia até que ela chegasse à “fila de produção”.
Certamente demandas diferentes passaram a ser tratadas por processos diferentes. Dessa maneira, foi possível separar as emergências, as estratégicas, as de compliance e as desejáveis antes de entrarem no funil de inovação.
Assim, foi possível estabelecer prioridade para todas as demandas que de fato tivessem impacto positivo para o negócio, ou seja, crescimento, produtividade ou compliance.
2) A mudança veio através de uma certa transformação na cultura de TI da empresa, através da implementação do modelo de Lean IT e de técnicas de desenvolvimento ágil, acelerando assim o “time to market”, tanto da área de suporte das aplicações quanto da área de projetos.
Desse modo, a adoção da filosofia Lean, que prevê melhoria contínua dos processos e da disciplina da gestão através de reuniões diárias, gestão visual, gestão de fluxo e a aproximação com usuários finais, melhorou a capacidade e velocidade de entrega, além de aumentar a produtividade da equipe, redução de erros e melhoria da relação com os usuários.
Com a reestruturação de gestão de demandas e a transformação na cultura de TI, muitos negócios passaram a reconhecer melhor o setor, passando a ser visto como protagonista. Em outras palavras, o setor de TI deixou de ser um mero “freio” e atualmente é visto como acelerador.
Fonte: Exame.com | Coluna de: Omar Tabach – Sócio diretor da TGT Consult
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